Caros: não há esperança. O conhecimento só traz desespero e amargura. A consciência é um torturador sem misericórdia e nunca nos abandona. Para que tudo isso? Para que os livros, os filmes, a profissão, a ironia, a inteligência, o estudo. Se quer ser feliz, abandone tudo. Abandone sua consciência. A felicidade é a ignorância. Não há outra forma de ser feliz.
Coetzee: um cara que escreve muito, muito bem. Uma narrativa cativante. Gosto do estilo seco, direto, com um certo lirismo mas sem enrolação. Livro nota 10. Recomendo.
O livro não tem tradução no Brasil, então respirei fundo e encarei em inglês mesmo. Muito legal ler na língua nativa do autor e tal. Claro, ajudou a confirmar uma coisa que eu já desconfiava: meu inglês é péssimo. Bora pras aulinhas de inglês...
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Do mesmo autor, traduzido para o português e muito bom: Juventude.
Se eu tivesse uma editora, seria como a Editora 34. Linha editorial primorosa. A Coleção Leste é maravilhosa: tradução cuidadosa, projeto gráfico de primeira, títulos bem escolhidos. Agora estou lendo o Tarás Bulba, do Gogol. Eu já tinha lido no século passado, mas vale muito a pena a releitura nessa nova tradução. A-DO-RAN-DO.
Esse livro é bom. Bom assim, bonzinho. A gente lê rapidinho, tem um suspense. É daquele livros que eu classifico como: "nooooooossa, daria um bom filme!" Pois é. Impossível ler sem imaginar quem faria o papel do detetive Teddy. Ou de Chuck, seu parceiro. E de Raquel Solando, a paciente assassina terrível... Impossível ler e não ficar se perguntando "por que eu tô lendo isso?" por conta das passagens clichês-roteiro-de-filme do tipo "um sustentou o olhar do outro até caírem na risada" (quem nunca viu essa cena em filme? Mocinhos depois de uma fuga mirabolante e super arriscada caem na risada?). A história é boa, dá voltas, a gente se surpreende com a trama (eu não vou contar, num conto, num conto), mas é daqueles casos de pensar se ver o filme (se tivesse) não seria mais proveitoso...
Caros amigos. Agora os comentários serão previamente lidos por essa que vos fala antes de serem publicados. Espero que todos que vem a esse blog com o coração puro e aberto me compreendam. As coisas serão assim pelo menos por um tempo. Se quiserem, ao comentar, deixem seu e-mail, ele vai aparecer só pra mim. Sempre coloquem o endereço do blog, fotoblog, firck etc, se tiverem, para que eu também possa fazer uma visitinha.
De fato, as coisas não foram fáceis nos últimos tempos. Mas em breve esse blog voltará a ser o que era (espero). De qualquer maneira, estou lendo o enoooooorme "Os Demônios" do Dostoiévski, que é genial mas loooooongo demais.
Li outros livros nesse período, vou começar a falar deles ok? Tristezas, agora, só as "necessárias". Para as tristezas mais diárias, quem sabe faço outro blog, obscuro e cinzento... hahaha! O endereço? Já recebi uma sugestão. Mas, de qualquer maneira, precisa ser algo bem guts, se é que vocês me entendem...
Anyway, peço perdão pela "censura". Mas vou ficar de olho nos comentários e depois tudo volta a ser como antes, ok?
Me importo demais com as coisas. Quando digo demais é demais mesmo, além da conta.
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Acho que não tem nada mais dolorido nos âmagos da alma do que a gente descobrir que uma pessoa que a gente ama nos enganou, engana, enrolou/enrola, mentiu/mente pra gente e o escambal. Isso dói muito.
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Solidão também é ruim, sozinhez braba é ruim demais. Eu gostei de uma frase que eu li, acho que é do Nelson Rodrigues que dizia mais ou menos assim: pra gente ser sozinho, tem que ter uma boa companhia (ele se referia a mulher dele). Acho que é isso mesmo, só é bom estar sozinho ou ser solitário quando a gente tem uma pessoa bacana do nosso lado... no mais solidão é uma merda.
in my rear view mirror the sun is going down sinking behind bridges in the road and i think of all the good things that we have left undone and i suffer premonitions confirm suspicions of the holocaust to come the wire that holds the cork that keeps the anger in gives way and suddenly it's day again the sun is in the east even though the day is done two suns in the sunset hmmmmmmmmm could be the human race is run like the moment when your brakes lock and you slide toward the big truck and stretch the frozen moments with your fear and you'll never hear their voices and you'll never see their faces you have no recourse to the law anymore and as the windshield melts my tears evaporate leaving only charcoal to defend finally i understand the feelings of the few ashes and diamonds foe and friend we were all equal in the end
Pink Floyd
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Essa música é linda, linda. Fim do mundo poético. Fim do mundo, uma última ironiazinha...
As coisas sempre podem ser melhores e piores... e, no caso das piores, os deuses são bem mais criativos...
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saudade é uma merda. culpa é uma merda. mentira é uma merda. seres humanos são nojentos.
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algumas pessoas acreditam em suas próprias mentiras. fazem delas verdades absolutas. talvez por isso seja fácil para elas mentir: estão sendo extremamente honestas! estão dizendo a mais pura verdade!
1 Eu leio menos do que parece. Passo mais tempo na televisão.
2 Tenho medo de altura, de lagartixa, de gente brava, de algumas gentes que não são bravas mas me metem medo, de piso molhado e avião (muito medo de avião).
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim. Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei... Seja o que for, era melhor não ter nascido, Porque, de tão interessante que é a todos os momentos, A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger, A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas.
(Fernando Pessoa / Álvaro de Campos, “Passagem das horas”)
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Toda vez que eu leio Fernando Pessoa, seja um trechinho como esse aí em cima, seja algumas páginas de um livro dele, me pergunto como existem pessoas que ainda tem coragem de se autointitularem "poetas". Não estou falando dos nossos ótimos, maravilhosos poetas, esses que a gente fala o nome de boca-cheia e escreve o título assim, de caixa-alta: POETAS.
Estou falando dos outros, aqueles lá que não tem auto-crítica e que já vão se referindo a si mesmos como poetas. Eles mesmos.
Com tanta coisa importante acontecendo no mundo, tenho de me preocupar com coisas pequenas. Coisas que nunca passaram pela minha cabeça ficam ocupando meus pensamentos e enchendo o saco.
Eu leio, e leio livros bons, mas não consigo escreve sobre eles.
Tenho idéias e não consigo desenvolver nada.
A impressão é a de que alguém venceu alguma coisa e quem perdeu fui eu. Ótimo, muito bom, mas não seria possível a esse grande vencedor pegar seu troféu e ir comemorar longe de mim? Me deixar em paz, deixar as coisas melhorarem e caminharem? PRECISA ficar do meu lado gritando no meu ouvido o tempo todo coisas do tipo "ganhei-do-rubinho-barichello..."?